Lighthouse: Do interior de SP para o Taking Sad, com o coração inteiro em cada som

Letícia Dealis
4 Min Read

Diretamente de Americana, interior de São Paulo, a Lighthouse chega ao Taking Sad com um som que caminha entre o sutil e o intenso. A banda, formada por Ralf (voz e guitarra), Matheus (guitarra e voz), Fe Rodriguez (baixo) e Danilo (bateria), tem ganhado espaço na cena independente com um tipo de entrega que é difícil de fingir: tudo soa real, tudo soa vivido.

O grupo nasceu de forma simples, como um projeto solo do Ralf, só voz e violão, que aos poucos foi crescendo até se tornar banda. Desde o ano passado, com a entrada do Fe e do Danilo, a formação se consolidou e o som encontrou seu próprio caminho. O primeiro single, “Calma”, saiu em dezembro de 2024, e trouxe o ar de estreia boa, de banda que ainda está se descobrindo, mas que sabe o que quer dizer.

Um dos pontos mais legais dessa nova fase é o registro “Ao Vivo na Viva”, gravado na Viva Bakery, em Americana – um lugar que faz parte da rotina da banda e acabou virando cenário pra esse projeto. A ideia era simples: rearranjar as músicas pra um formato mais íntimo, diferente da energia dos shows plugados. O resultado foi um acústico bonito e leve, que mostra um outro lado da Lighthouse e aproxima ainda mais quem ouve.

Mesmo vindo do interior, o grupo tem conseguido circular bem pela cena. Americana tem uma história forte com bandas independentes, e isso ajuda a manter o ambiente fértil pra quem quer criar. Eles passaram por lugares como o Algo Hits e o Porta Maldita, além do Santa Bárbara Rock Fest, um dos maiores festivais autorais da região.

Nas influências, dá pra perceber tanto o folk e o indie estrangeiro (City and Colour, Bon Iver) quanto a herança do rock alternativo brasileiro (Menores Atos, Los Hermanos, Boogarins, Ventre e por aí vai). A mistura de referências é o que dá identidade à banda, mas o que mais define a Lighthouse é o sentimento. Eles chamam de “rock triste” (e de fato é) mas daquele tipo de tristeza bonita, que faz companhia em vez de pesar.

Pro show da Taking Sad, eles prometem um clima sincero, emocional e de troca. O setlist vai trazer as músicas do acústico em versões diferentes, mais elétricas e intensas, além de uma faixa inédita que ainda não foi tocada em São Paulo. Além de rolar versões especiais de uma das bandas que os influenciam.

A banda já está no processo de gravação de um novo single, previsto pra 2025, e a ideia é aumentar o repertório e tocar em mais lugares ao longo do próximo ano, e quem sabe começar a rodar o país em 2026?! A gente torce muito!!

Pra quem ainda não conhece, a Lighthouse é uma banda pra quem sente. O som vem com a calma da MPB, o peso do emo e o toque sujo das guitarras do rock alternativo, mas o que segura tudo é a sinceridade. Nada é forçado, nada é decorado. É aquele tipo de música que parece que te escuta de volta.

 SERVIÇO — TAKING SAD

Lighthouse ao vivo na Taking Sad
📅 14 de novembro – 19h
📍 Fenda 315 – São Paulo

Ingressos aqui.

TAGGED:
Share This Article
Follow:
Tô sempre na grade, no meio da roda ou no after. Amo música, vivo de shows e agora tô aqui escrevendo pra registrar cada som e cada história dessa cena. Muito rock!