Completando o line-up da Taking Sad de Halloween, no dia 10 de outubro. O quinteto com formação, de fato, em 2023, da Zona Leste paulista: queda-livre.

A banda formada por Lucas Gallon (vocal), Finfa (bateria), João Cardena (baixo), Soares (guitarra) e Matheus Vieira (guitarra), nasceu do reencontro entre amigos que já vinham de outros projetos da cena, como Valfenia, Fúcsia, Verdan e Demenos. O projeto tomou forma definitiva quando Matheus entrou para o grupo, permitindo que Lucas focasse nos vocais e trazendo equilíbrio e identidade à sonoridade da banda.
A banda faz um som que percorre pelo emocore moderno, e trazem como referência o peso das guitarras e a melancolia das melodias de nomes como Movements, Basement, Citizen e Superheaven. Há um contraste entre a intensidade e a textura, quase grunge, que permeia as músicas dos meninos. É como um resgate à sonoridade dos anos 90 só que com o requinte pelo olhar de quem cresceu com o emo dos anos 2000/2010.
A gente não pensa em agradar. A ideia é só fazer algo que a gente se identifique, que soe real pra gente, contou Lucas.
E é exatamente isso que transparece nas músicas: honestidade. As faixas da banda soam como um desabafo coletivo em letras que falam sobre desgaste, incerteza e o ato de continuar, mesmo quando nada parece fazer sentido.

O novo single, “Só Mais Um Pouco”, chega como uma das composições, pessoalmente falando, mais intensas da banda até agora. A faixa traduz bem o que o grupo vem construindo: um som que combina peso e delicadeza, sem medo de soar vulnerável. As guitarras criam uma atmosfera densa, enquanto a voz de Lucas guia a música com emoção. A canção soa como um pedido, seja de tempo, de respiro, de permanência, e traz uma carga emocional que conversa diretamente com quem já se sentiu à beira, tentando se segurar no que ainda resta.
Nos palcos, essa intensidade toma forma. A banda tem criado uma conexão genuína com o público, com amigos e fãs cantando as músicas. “Somos muito sortudos de ter amigos que acompanham a gente em todo show”, comenta Lucas. E momentos como o show no Veganassoo, ao lado da Colina e Lunveil (que esteve no último Taking Sad) são lembrados com carinho pelo grupo em quesito entrega, momento e público.

Agora, com o lançamento do álbum, intitulado Quase. se aproximando, a expectativa é grande. O show na Taking Sad vai ser o último antes do disco sair, e promete ser especial, isso porque o grupo vai tocar o álbum na íntegra e ainda preparar surpresas pra quem estiver por lá. “Eu fico feliz só de poder tocar e conhecer um monte de gente legal que tá correndo pelo certo também”, diz Lucas.
A queda-livre faz música com o coração aberto, sem pressa, sem pretensão e mostra que o emo continua vivo e pulsando pra quem acredita nele de verdade. Então, se você estiver de bobeira na sexta-feira, 10 de outubro, esse é o tipo de show que vale viver de perto.
