Green Day leva espírito punk e protesto político ao The Town em São Paulo

Sônia Regina
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O Green Day não poupou energia nem posicionamento em sua passagem pelo The Town. O show começou em alta voltagem com a explosiva “American Idiot”, quando Billie Joe Armstrong, 53 anos, adaptou a letra para criticar Donald Trump e seu slogan “Make America Great Again”. Desde 2016, o vocalista vem substituindo o verso original “I’m not a part of a redneck agenda” por “I’m not a part of a MAGA agenda”, reforçando a mensagem política da canção.
O movimento MAGA nos Estados Unidos vem da sigla de “Make America Great Again” (“Tornar a América Grande de Novo”), que foi o slogan de campanha de Donald Trump.

Foto: Divulgação The Town Imprensa


O tom contestador seguiu em “Holiday”, com Armstrong trocando “Califórnia” por “São Paulo” no trecho em que critica o “representante local”, levando o público ao delírio. Mais adiante, em “Letterbomb”, o vocalista foi ainda mais direto, disparando contra a classe política: “Nós já estamos cheios desses políticos, desses bastardos fascistas. Então não queremos saber mais deles, não esta noite, não no Dia da Independência”.

Com letras afiadas, discursos inflamados e a energia crua que marca sua trajetória, o Green Day reafirmou no festival a essência do punk rock como protesto e atitude, conectando crítica social, irreverência. Já queremos mais, tá?

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Criativa de alma emo, com um pé no palco e o outro no planejamento. Escrevo como quem faz um setlist: cada palavra no tom certo.