The Town 2025: o dia em que o rock dominou São Paulo no palco do festival

Alex Aguiar
4 Min Read

Queremos saber sua visão sobre o The Town 2025: quais foram seus momentos favoritos? Comente abaixo e compartilhe este conteúdo com quem viveu esse dia histórico.

São Paulo, 07 de setembro de 2025. No feriado da independência, Interlagos virou mais do que um autódromo: tornou-se o epicentro do rock nacional e internacional. Entre garoas passageiras, gritos, riffs e abraços apertados, a atmosfera era de comunhão musical.

Início com sons nacionais e energia crescente

Ainda nas primeiras horas do dia, o Palco Factory e o The One receberam os primeiros shows. Supla e Inocentes conduziram o público por clássicos que atravessam gerações, ativando memórias e conquistando novos ouvintes. A abertura oficial do Palco Skyline, marcada pela entrada do Capital Inicial, contou com aviões cruzando o céu de São Paulo — um gesto símbolo que selou o início oficial do Dia do Rock no The Town.

Destaques nacionais no The One e na Quebrada

No palco The One, o CPM 22 trouxe o hardcore nacional com intensidade, revisitando sucessos como “Primeiros Erros”, “Dias Atrás” e “Um Minuto para o Fim do Mundo”. A emoção seguiu com Pitty, cuja apresentação foi marcada por forte conexão com o público e entrega vocal notável. A QuartEMO registrou imagens exclusivas desse momento, destacando a potência feminina no rock brasileiro.

No Palco Quebrada, nomes como Batalha da Aldeia, MC Taya e Black Pantera demonstraram a diversidade e a vitalidade da cena atual. Mais do que guitarras, o rock apresentado ali refletiu identidade, resistência e projeção de futuro.

A noite das lendas: Bruce Dickinson, Bad Religion e Iggy Pop

O início da noite trouxe Bruce Dickinson (Iron Maiden) ao Skyline, reafirmando a longevidade e relevância do heavy metal. “Tears of the Dragon” foi um dos pontos altos, com adesão massiva do público. Em seguida, o Bad Religion substituiu os Sex Pistols e entregou um set potente, com “Infected”, “Sorrow” e “American Jesus” entre os destaques.

No The One, Iggy Pop encerrou a programação com um show enérgico e fiel à sua trajetória desde os tempos dos Stooges. Ao lado do guitarrista Nick Zinner (Yeah Yeah Yeahs), trouxe clássicos como “The Passenger” e “Louie Louie”, mantendo viva a ponte entre punk e rock alternativo.

Green Day e o encerramento apoteótico

O encerramento no Skyline ficou por conta do Green Day, que transformou o autódromo de Interlagos em um coro coletivo. Com um set repleto de clássicos — “Basket Case”, “Holiday”, “American Idiot” e “Know Your Enemy” — a banda reafirmou seu protagonismo histórico e atual. A presença de fãs no palco e a resposta do público reforçaram o caráter geracional e afetivo do show.

Curadoria que atravessa tempos

A programação do dia 07 de setembro se destacou pela integração entre diferentes gerações e estilos. De lendas internacionais a nomes em ascensão no cenário nacional, o The Town reafirmou sua proposta de unir passado, presente e futuro do rock em um mesmo espaço.

Para quem esteve presente, a data fica marcada como um dos momentos mais expressivos do rock recente no Brasil.

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Criador do QuartEMO, músico, publicitário, paizão e srto emo loko no Orkut.