blink-182 estreia turnê “Missionary Impossible” com setlist inédito e retorno a músicas do início da carreira!

QuartEMO!
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A volta do blink-182 aos palcos com a nova tour “Missionary Impossible” estava cheia de mistério e com possíveis novidades, e finalmente aconteceu para sabermos como tudo foi. O último show que vi foi aquele épico e saudoso show do Lollapalooza em São Paulo – e teve um gosto especial porque foram 30 anos de espera para ter o blink-182 em terras brasileiras.

Mas esse show na Florida também carregava uma história pessoal. Quase um ano e meio depois do Lolla, vim acompanhar o primeiro show da tour, e a data não podia ser mais significativa: há 16 anos, exatamente no dia 28 de agosto, eu fazia minha primeira tour cobrindo os shows do blink-182. Especificamente nesse dia, o show foi cancelado pela morte do Adam Goldstein (também conhecido como DJ-AM).

Sabe como é, né? A vida às vezes gosta de fazer esses círculos estranhos. O dia 28 de agosto tinha esse gap na minha memória, e ironicamente agora em 2025 foi o primeiro show de uma tour que representa uma banda em seu ápice.

E finalmente o blink-182 tirou a criatividade da caixa pra inovar com seu novo setlist! Repleto de músicas antigas e canções que não tocavam há mais de 20 anos, como Roller Coaster e Online Songs.

O começo do show foi uma surpresa enorme – começando com “The Rock Show”. As cortinas caíram e o palco era um mini palco com um fundo todo grafitado. Lembrou aquele clipe de “Down”, e também como se fosse um show no eterno Hangar 110, bem pequeno e intimista, mas cheio da energia do punk rock. O blink-182 soube trazer o sentimento da sua essência punk pro público com esse cenário e com a primeira parte das músicas. A sequência depois da abertura foi ensurdecedora: “First Date”, “Josie”, “Anthem Part 2”, “Online Songs”, “M+M’s” e “Fuck Face”. Cara, que setlist!

Foi ali no meio do show que a mágica aconteceu. O palco foi mudando – de forma meio automática, o cenário foi se desfazendo e sumindo, enquanto ao fundo apareceram apenas luzes e muitos amplificadores, como nos velhos tempos. As músicas continuaram passando por vários momentos da banda: “Turpentine”, “Wishing Well”, “Roller Coaster” e “Bored To Death”. Isso trouxe um lado do blink-182 diferente das últimas tours, tocando mais os B-Sides que a gente ama mas raramente escuta ao vivo.

Mais pra frente, chegando ao final, teve até um cover de “Hope” dos Descendents, que eles não faziam desde 2003. Imagina só.

O final apoteótico veio com a sequência que é impossível de não cantar a todos os pulmões: “What’s My Age Again?”, “All The Small Things” e “Dammit”, como sempre. Papel picado voando pra todo lado e o encore – como fizeram na última turnê e também no show do Brasil – finalizando com “One More Time”.

Há quem diga que o blink-182 não é mais o mesmo de antigamente, mas o primeiro show da nova tour provou mais do que o contrário. Além de mostrar que a banda está ligadíssima com seus fãs e todo seu repertório, trazendo esse lado B mais à tona e satisfazendo os fãs mais old-school.

E olha, depois de 16 anos voltando no mesmo dia, posso dizer: valeu cada segundo da espera. blink-182 life, for life!

Texto e imagens por Bruno Clozel.

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