Que o Neck Deep é especial, os fãs da banda já sabem. Mas, se você ainda não foi capturado pelo sotaque galês e os refrões grudentos da banda, chegou a hora. Em agosto, o grupo volta ao Brasil como parte da segunda edição do festival I Wanna Be Tour, celebrando 10 anos de um dos discos mais importantes da nova geração do pop punk: o icônico Life’s Not Out to Get You.
O lineup do festival já entrega um prato cheio pros saudosistas da Vans Warped Tour: Yellowcard, Good Charlotte e Fall Out Boy. Mas é a presença do Neck Deep que faz o coração da cena bater mais rápido, especialmente num ano em que a banda comemora uma década de um álbum que definiu a identidade de uma geração.
Um disco que moldou a nova leva do pop punk
Lançado em agosto de 2015, Life’s Not Out to Get You foi o segundo álbum de estúdio da banda, produzido por ninguém menos que Jeremy McKinnon (sim, o frontman do A Day To Remember, aquele cara que parece ter sido penteado e vestido pela mãe).
Esse disco não só consolidou o Neck Deep como um dos nomes mais relevantes da cena alternativa britânica, como também deu aquele empurrão necessário no revival do pop punk que a gente viu florescer nos últimos 10 anos. Dele saíram clássicos como “Gold Steps”, “December” e “Serpents”, hinos que até hoje figuram nos setlists dos shows e nos fones de quem nunca superou a fase do clássico vans preto.
Antes dele, a banda já havia mostrado ao que veio com o EP Rain In July (2012), com faixas como “A Part of Me” e “Kick It”, além do debut Wishful Thinking (2014), que entregou pedradas como “What Did You Expect?”, “Growing Pains” e “Losing Teeth”. Hoje, o Neck Deep soma cinco álbuns de estúdio, sendo o mais recente o autointitulado Neck Deep (2024).
A comemoração dos 10 anos… sem tour global, mas com Brasil no mapa
Pra celebrar os 10 anos do Life’s Not Out to Get You, a banda lançou uma miniturnê durante o Slam Dunk Festival na Europa, com cinco datas e participação da banda Boston Manor na abertura. Nenhum anúncio oficial de tour comemorativa global foi feito, o que deixou o restante do mundo só com a invejinha dos britânicos.
Mas calma: o Brasil não ficou de fora! O Neck Deep fará três apresentações por aqui, começando por Curitiba, dentro do próprio I Wanna Be Tour, depois em um sideshow ao lado do Yellowcard e Story of the Year, e fechando em grande estilo no palco do IWBT em São Paulo. Esta será a quinta vez da banda no país — e cada vinda só fortalece o carinho do público brasileiro, que abraçou os galêses desde o começo, mesmo antes da primeira visita.
TOO PUNK FOR POP, TOO POP FOR PUNK
Mesmo depois de uma década, Life’s Not Out to Get You continua sendo um divisor de águas na discografia da banda e uma bíblia emocional pra muita gente que viveu (ou ainda vive) seus 20 e poucos trinta anos mergulhado em crises existenciais e melodias aceleradas. É um disco que, como poucos, equilibra energia, melodia e letras que falam direto com quem já se sentiu deslocado, confuso ou eternamente apaixonado por alguém que mal conhece.
Mais do que nostalgia, o álbum segue relevante. Ainda aparece em playlists e na formação de bandas novas que não escondem a influência. A turnê brasileira em 2025 reafirma isso: o Neck Deep segue vivo, pulsante e mais necessário do que nunca.
Em resumo: se você ainda não ouviu Life’s Not Out to Get You, corre lá. Se já ouviu, ouça de novo. E se tiver a chance de ver ao vivo… não pensa duas vezes. Em tempos onde o pop punk voltou com força, mas às vezes esquece da alma, o Neck Deep é aquele tapa na cara com cheiro de Vans e suor de Warped Tour que a gente tanto precisa.

