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Polifonia

Polifonia Emo Vive São Paulo: Relato de quem esteve lá

Rafael Basílio
Atualizado em: 22 de agosto de 2025 22:09
Rafael Basílio
7 Min Read
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Vim compartilhar com vocês como foi essa experiência. Pensei bastante sobre “pra que lado” levar esse texto, e achei melhor escrevê-lo de forma particular e sentimental. O que reforçou essa ideia foi revisitar algumas anotações que fiz durante o evento, e já na abertura do festival, com a galera da boasorte, ouvi algo que (com outras palavras) costumo dizer muito: compartilhar sonhos e momentos, é isso que a música faz.

Antes de começar de fato, preciso abrir um parágrafo de agradecimento: ao Quartemo — obrigado Tuty, pela moral — e obrigado, Vivs, pela companhia.
Também deixo aqui um agradecimento especial ao Polifonia: as expectativas eram altas, e todas elas foram superadas com folga.


Confesso que fiquei com certo receio de aceitar esse convite por um motivo simples: eu conhecia apenas duas bandas! Mas no fim das contas, esse foi justamente o charme.

A banda boasorte foi responsável por abrir o dia, apresentando inclusive uma música inédita, intitulada “amiga do tempo“. Uma banda encorpada, muito bem entrosada, que já chegou mostrando o que podíamos esperar até o fim da noite: muita qualidade. Inclusive, a baterista foi surpreendida no dia, mas falaremos disso mais à frente.

Foto: Vivs Ramos para QuartEMO


Na sequência, tivemos o Hateen com um setlist só das músicas em inglês. Hateen é uma das duas bandas que eu conhecia, e fez parte da minha pré-adolescência e, com certa frequência, revisito o trampo dos caras. Mas confesso que esses sons em inglês nunca tinham me fisgado tanto… até sábado à noite. Meu primeiro contato real com esse material fez meus olhos brilharem, e brilharam mais ainda com a tranquilidade e competência que a banda entregou no palco, mas isso não é nenhuma novidade, os caras são bons demais!

Foto: Kon Fotografia para QuartEMO

A terceira apresentação da noite foi da banda cristã Mae. E olha, de todas, essa era a que eu mais não fazia ideia do que esperar. Fui aprendendo (ou achando que estava) ali, ao vivo, enquanto prestigiava o show. Confesso que não é meu “copo de chá”, mas foi uma satisfação imensa ver um trabalho bem feito e muito bem executado. Posso estar errado, mas só enxergava prazer nos rostos dos integrantes por estarem tocando. É aquele tipo de banda que te faz pensar: “eu seria amigo dessa galera”, sabe?

Foto: Vivs Ramos para QuartEMO

A surpresa mais agradável da noite foi, com certeza, a Emery.
Mesmo vindo de uma boa escola do metalcore, aqui eu falhei. Mas antes tarde do que nunca, né? Ainda mais quando o primeiro contato é num baita show, que te acerta com uma porrada no peito (quase literalmente), com a energia da banda te rejuvenescendo uns bons dez anos.

Foto: Vivs Ramos para QuartEMO

E pra melhorar: do nada o Tavares sobe no palco pra uma participação especial… e ainda se jogou pra galera no final!

Foto: Vivs Ramos para QuartEMO

A penúltima apresentação ficou por conta da Anberlin, e pelo termômetro do público (pelo menos o que eu notei), o hype estava bem alto. Assim como todas as outras bandas, essa também foi minha primeira viagem. E aqui preciso fazer uma pausa pra descrever meu choque: a cortina abriu, as luzes foram iluminando o palco, os integrantes foram entrando… e, de repente, eu percebo que o Matty Mullins era o frontman da banda.
Você já viu aquele vídeo de um menino “na primeira festa de crente da vida dele”? Caso não, procure por favor, pois minha reação foi EXATAMENTE aquela. Um misto de empolgação, felicidade e um gigantesco “QUE?!”.

Foto: Kon Fotografia para QuartEMO

O show foi incrível, com uma presença de palco absurda, no ponto certo pra preparar o terreno pra última e tão esperada apresentação da noite.

Foto: Kon Fotografia para QuartEMO

A Fresno, enfim, entrou no palco.
O hype do público, assim como o meu estava no teto — e com razão. O último show que eu tinha ido até então foi da Fresno, no lançamento de Sua Alegria Foi Cancelada, também na Áudio (sim, faz tempo).
Ali, pude reviver vários momentos da vida, entender o quanto essa banda esteve presente nos piores e nos melhores dias e confirmar que, mesmo se eu quisesse muito, não conseguiria deixar de amar o trabalho deles.

Foto: Vivs Ramos para QuartEMO

Lembra lá no começo, quando falei que a baterista da boasorte foi surpreendida? Então: a namorada dela subiu no palco da Fresno pra pedi-la em casamento! E ali, amigos… conheci a inveja de perto. Arranjei uma nova meta de vida: fazer um pedido de casamento à altura!

Agora a Fresno do Velho Testamento… é difícil até encontrar palavras. Meu álbum favorito deles nem é dos mais antigos (isso a gente discute outro dia), mas ver, ouvir e sentir aquelas músicas antigonas foi uma experiência totalmente diferente de qualquer outra com bandas e shows, mesmo já tendo visto algumas em apresentações passadas.

Foto: Kon Fotografia para QuartEMO
Parece papo de jovem místico, mas a conexão com o público naquele momento estava absurda. Rolaram conexões sem trocar uma palavra sequer. Bastava um olhar durante um pulo, um grito, uma lágrima, um sorriso… e pronto. A gente percebia, por uma janelinha pequena, que mesmo com razões diferentes, nenhuma experiência é de fato individual.
E apesar do tom melancólico que a Fresno carrega, ali estávamos todos muito felizes.

Me despeço com uma sensação maravilhosa de ter feito parte desse dia. E mesmo que ainda recente, lembrar de tudo pra escrever esse texto já me fez um bem danado. Espero que quem esteve presente tenha curtido tanto quanto eu, e sinceramente, acho que sim. Porque foi coisa de maluco, do começo ao fim!


Ao Festival Polifonia, vida longa, o que vocês fizeram e fazem pela cena, movimenta e ajuda todas as camadas!

TAGGED:anberlinemeryemoviveFresnoHardcorepolifonia
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ByRafael Basílio
Escrevo, ouço barulho e finjo entender de música desde que me dou por gente. Agora tô aqui, misturando paixão e opinião (nem sempre embasada) pra falar das músicas e artistas que curto.
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