O documentário A SOLIDÃO DO EMO PRETO, de Vidaincerta e Tri$tezaMOB, expõe o racismo estrutural dentro do movimento emo brasileiro e recupera a memória de artistas que ficaram de fora do revival.
Uma cena alternativa que nem sempre foi para todos. Um revival que ignora parte da própria história. Este é o filme que escancara aquilo que muitos preferem ignorar.
Dirigido por quem viveu a cena de dentro pra fora, o filme traz depoimentos, história, música e crítica.
Segundo Vidaincerta, o projeto surgiu após o emo voltar à moda. Mas o que veio à tona foi só um recorte: jovens brancos, com grana pra roupa de marca e cabelo liso. Uma estética na qual o cantor e muitos outros não se via representado.
“Esse revival não é a pluralidade do que a gente é de verdade no rolê que sempre foi o emo real. Enquanto nomes como Fresno, NXZero, Restart e Cine faziam sucesso, muitas outras bandas estavam sustentando a cena longe dos holofotes. Gente que viajava no perrengue, que tocava em eventos pequenos, que ficou fora da narrativa mesmo sendo parte essencial dela. E muitos desses artistas eram pretos.” diz no documentário.
No documentário temos depoimentos de: Jaime Maia, Lucio Cardoso, Robson Oliveira e André Vila Nova.
UM NOME IMPORTANTE PARA A CENA
Vidaincerta é mais que diretor do documentário. Ele é parte da história que o filme conta. Vocalista da clássica banda Analisando Sara, participou ativamente da cena emocore nos anos 2000.
Anos depois, se reinventa como artista solo sob o nome Vidaincerta, unindo música, audiovisual e performance com letras que falam de dor, exclusão e resistência.
É fundador do coletivo TristezaMOB, que promove eventos, produz artistas e fortalece o underground. Também participou desde o início do QuartEMO, sendo um dos responsáveis pelas primeiras lives e pela construção do projeto como espaço de memória e crítica.
Em A Solidão do Emo Preto, ele conecta todas essas fases, ampliando a luta por visibilidade, respeito e justiça dentro do rock alternativo.
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