Nada melhor do que começar essa nova fase me apresentando. Me chamo Rafael, e abaixo você vai encontrar o que me define melhor do que qualquer apresentação: dez músicas que marcaram minha vida — e talvez estraguem ou salvem a sua.
São estilos variados, mas que gostaria de deixar também como recomendação.
E caso você se pergunte por que consumir tanta coisa “baixo astral” quando se está triste, lembro-me de uma frase do Chad Grey, vocalista do Mudvayne, em uma de suas apresentações:
“Eu quero que vocês se soltem nessa música, eu quero ver vocês enlouquecendo, botando pra fora nossas frustrações. É pra isso que estamos aqui, para compartilhar a vida, agora mesmo.”
Vamo lá!
10 – Guns N’ Roses – Estranged
Antes de falar da música Estranged, preciso contar o que o Guns N’ Roses representou pra mim. Era 2003, eu começava a descobrir meus gostos musicais, e o rock já me encantava. Conheci um vizinho que era fissurado na banda e me apresentou um CD de “melhores hits”. Logo na primeira faixa, fiquei vidrado. Ganhei esse CD de presente porque ele já tinha “furado” de tanto ouvir — as últimas faixas nem tocavam mais.
Na época, Estranged nem fazia parte desse “álbum” e eu nem conhecia a música.
Três anos depois, meu padrasto arrumou um aparelho de DVD e minha mãe apareceu com um DVD de barraquinha cheio de clipes do Guns. Corri pra assistir, e o primeiro era Estranged. Eu devia ter uns 10 ou 11 anos e fiquei hipnotizado com aquele vídeo clipe. A música me mexia diferente das outras — uma mistura de euforia e melancolia que eu só tinha sentido uma vez antes e será explicado em outra música desse “top 10”.
Mesmo sem entender a letra, pois não era de tão fácil acesso, a música já me atingia com força. Com o tempo, entendi o significado, e hoje sei o quanto essa combinação de sentimentos faz parte de mim. Frases como “When you’re talkin’ to yourself and nobody’s home” e “old at heart, but I’m only 28” fazem cada vez mais sentido.
Obrigado, Wes, por me apresentar a banda. E obrigado, mãe, por lembrar de mim naquele dia na barraquinha. Pode ser “só uma música”, mas é parte essencial de quem eu sou.
9 – A Static Lullaby – The Art Of Sharing Lovers
Conheci The Art Of Sharing Lovers, do A Static Lullaby entre 2006 e 2007. Foi uma das portas de entrada pro universo “core”.
Esse som me traz uma nostalgia diferente, de quando tudo era novidade: computador, internet… Coisas que eu nem tinha em casa ainda. Sempre que ia na casa de um primo, a gente abria o Ares (que problemão) e baixava o que conseguisse que tivesse “rock” ou “metal” no nome. A internet era discada, então dava pra pegar umas 4 ou 5 músicas — e, no meio disso, apareceu essa música. Total no acaso.
No começo, pra ser honesto, era só uma música com uns berros legais no meio. Mas, com o tempo, virou aquele som que você lembra do nada e solta um “nossa, que saudade disso”. Cada vez que isso acontecia, ela ganhava mais significado, ligada àquele sentimento puro de descoberta. E claro, com o tempo, a gente vai vivendo e a música vai mudando de cor, de sentido.
Mas o mais forte de tudo isso é que eu não fui atrás dessa música — ela me encontrou. E esteve presente numa fase meio esquisita da vida anos após, pra me lembrar que “I’m not afraid, I loved something once“, e às vezes é só isso que a gente precisa lembrar pra seguir em frente.
8 – Yelawolf – Have a Great Flight
Conheci o som do Yelawolf em 2012, por meio de um mano do Paraná com quem trocava divulgação de banda — eu divulgava o trampo dele em SP e ele fazia o mesmo lá com o nosso. De primeira, achei legal, mas nada marcante, não era bem minha praia. Um tempo depois decidi baixar toda a discografia dele — eram três álbuns na época. Isso foi numa madrugada em que virei a noite ouvindo tudo.
Em 2013 ele lançou outro álbum e aí fiquei realmente fisgado e comecei a acompanhar o cara mais de perto.
Já em 2015, veio o anúncio de um novo álbum, com rumores de que seria algo diferente. Lançamento marcado pro dia 21 de abril — pouco depois do meu aniversário — e eu decidi que esse seria meu presente. Nada de esperar torrent, fui direto no app da Play Store (que nem lembro mais o nome) e comprei.
O álbum entregou tudo e mais um pouco, mas isso é papo pra outro dia. O foco aqui é Have a Great Flight. A música me acertou em cheio logo nos primeiros segundos. Aquela atmosfera country, o vocal melódico, a letra — tudo bateu forte.
Ouvi repetidamente. Revivi dores e me dei conta, mais uma vez, de como é cruel perder alguém. A ideia do adeus, a saudade que corrói, a ferida que não fecha. Mas, ao mesmo tempo, a música também me lembrou da fragilidade da vida e da importância de valorizar quem a gente ama enquanto dá tempo.
Dói pensar nas despedidas. Dói lembrar. Mas que a caminhada de quem partiu tenha sido boa. E, para todos eles — inclusive pro tolo do meu pai — desejo, de coração: have a great flight.
7 – A Skylit Drive – I’m Not a Thief, I’m a Treasure Hunter
Conheci essa banda em 2009, no meio da confusão que é ser adolescente — e no meu caso, foi uma bagunça mesmo. Aquele ano foi turbulento demais, e hoje vejo que foi ali que conheci uma velha companheira… mas agora não é hora de cavar essas memórias. Prefiro focar nas coisas boas que 2009 me trouxe, e uma delas foi conhecer essa banda, essa música e o álbum ao qual ela pertence. Mais importante ainda: foi o ano em que meu irmão nasceu (te amo Vinicius).
Lembro bem de como tudo começou: vi o clipe dessa música e pirei. De novo um vídeo clipe me chamando a atenção. Sobre a música em si? Nem tenho muito o que dizer pra essa. É aquele tipo de som que você ama sem precisar justificar. Só sente. E isso basta. Essa faixa, esse álbum (que talvez seja meu favorito de todos) e essa banda ocupam um espaço enorme no meu coração. O que sinto é pura gratidão. Por isso, deixar qualquer música deles fora do meu “top 10 de todos os tempos” seria criminoso.
6 – Gary Jules – Mad World
Preciso começar com uma menção honrosa ao Tears For Fears, porque Mad World é originalmente deles. Gosto bastante da versão original, mas a releitura do Gary Jules, pra mim, casou perfeitamente com a letra: uma daquelas combinações raras que transformam a música em outra coisa.
Conheci essa versão no mesmo dia em que vi Donnie Darko pela primeira vez, que acabou se tornando meu filme favorito. Isso foi no começo de 2018. A trilha sonora como um todo é incrível, mas essa música, com sua ambientação melancólica, encaixa como uma luva na narrativa do filme.
Naquela época, eu já andava flertando com sons mais densos e tristes e essa foi a dose exata. A frase do Donnie, “acho que algumas pessoas já nascem com a tragédia no sangue”, junto com o verso “the dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had”, me pegaram em cheio. Mal sabia eu que, um ano depois, a vida ia me mostrar de forma bem prática o peso disso tudo.
Desde o primeiro contato, amei essa música, mas por muito tempo foi uma relação de amor e ódio. Sempre que recomendo, faço questão de dizer: escute com calma, com parcimônia. Ela não é simples de digerir.
Hoje, ela tá digerida. Ressignificada. Continua sendo trilha, mas agora de uma fase mais leve, onde consigo enxergar a beleza na tristeza que ela carrega. Ela me acompanhou no pior momento da minha vida, e agora me acompanha com outros olhos, refletindo como vejo o mundo: um lugar louco, insano — a very, very mad world.
5 – Linkin Park – Breaking the Habit
Quando comecei essa lista, citei lá na décima posição Estranged, do Guns N’ Roses, e comentei que, com a idade que eu tinha na época, só uma outra música tinha mexido comigo antes mesmo de eu entender o que estava sendo cantado. Breaking the Habit é essa música.
O ano era 2003, eu tinha 8 anos. Estava com minha avó voltando do trabalho dela quando vi numa barraca de CDs uma capa branca com um “boneco” que me chamou atenção. Achei que fosse um jogo de Play 1 (mesmo sem ter um), e insisti muito pra minha avó comprar. Era piratão, claro, mas nem o CD a moça tinha, só a capa. Me empurrou o Acústico MTV do Charlie Brown Jr. “É rock também”. Acabei levando, porque a capa também era bonita.
No dia seguinte, contei a história pra um colega de escola e, como que por milagre, ele tirou da mochila o CD que eu tinha visto (juro). Era o Hybrid Theory, original, com encarte e tudo. Me emprestou em troca do meu do Charlie Brown Jr, e começamos juntos nossa obsessão por Linkin Park.
Mais pro fim do ano, fui tentar comprar o Hybrid Theory naquela mesma barraca, mas acabei saindo de lá com o Live in Texas, recém-lançado. Levei pra escola, meu colega pirou, e no dia seguinte ele apareceu com outro CD, dizendo que era do vizinho dele. Era o Meteora. Emprestamos um ao outro. Quando ouvi, foi amor. Mas Breaking the Habit foi a que mais me encantou.
Toquei a música umas cinco vezes seguidas, e cada vez que ouvia sentia uma tristeza que eu não entendia. Não sabia o que dizia a letra, mas sentia tudo. Bastava.
Essa música atravessou tudo comigo: bons e maus momentos, papos nostálgicos com amigos, superações pessoais, lutas internas. Foi trilha sonora da minha tentativa (ainda em curso) de largar vícios que me consumiam. Entendi, depois, que aquilo era um grito de socorro — e fui um dos que ouviram.
Obrigado, Chester. Você salvou muita gente. Você me salvou. Se hoje estou aqui escrevendo sobre as músicas da minha vida, você tem um pedaço enorme nisso. Você faz falta. Obrigado por essa e por tantas outras!
4 – Mudvayne – World So Cold
Mais uma viagem no tempo, e dessa vez pra 2008, quando comecei a me aproximar de sons mais pesados. O Nu Metal invadiu meu círculo de amigos sem pedir licença, e embora o Linkin Park já tivesse dado as caras antes, quem escancarou de vez a porta foi o Slipknot — os nove mascarados conquistaram nossos corações adolescentes e revoltados.
Minha mãe detestava o Slipknot (acho que até hoje detesta), dizia que era muito feio. Nessa época ela já tinha um computador, porém eu só passava os finais de semana com ela, e o ponto alto era ligar o PC, fuçar o Orkut, e caçar coisas novas no YouTube.
Num desses finais de semana, o PC tava zuado, então fui pra lan house da vila que eu morava. Coloquei crédito pra duas horas. Abri o YouTube, digitei “slipknot”, coloquei um som e fui ver outras coisas. Quando a música acabou, fui voltar pra escolher outra, e me deparei com um tal de Mudvayne nos recomendados. Os caras pintavam a cara, o baixista tinha uma maquiagem sinistra — parecia um demônio. Claro que cliquei. Era Mudvayne – Dig. Aquilo explodiu minha cabeça.
Foi a única música que ouvi desde que decidi clicar — repetidamente — até acabar meu tempo. Na semana seguinte, com o PC já funcionando, baixei a discografia toda (eram três álbuns até então). Daquele ponto em diante, Mudvayne virou minha banda favorita. A agressividade das músicas, a visceralidade das letras — tudo conversava comigo. O vocalista, Chad Gray, escrevia muito sobre abandono, especialmente do pai, algo que ele viveu e que, de certa forma, também me machucava. Aquela era minha forma de externalizar a raiva sem que ninguém soubesse do que se tratava. Era o meu jeito silencioso de gritar.
Aliás, o baixista, Ryan Martinie, foi quem me fez decidir de vez que eu queria tocar contrabaixo. O desejo começou com o Steve Harris, do Iron Maiden, mas foi com o Mudvayne que virou certeza. Obrigado aos dois — não suportaria ser guitarrista.
Fiquei muito tempo apegado ao som bruto da banda. Só anos depois fui prestar atenção real em World So Cold, e só porque queria algo mais “leve” pra treinar o vocal. Quando parei pra ler a letra… tomei um soco no estômago. Ainda assim, ela não era uma das minhas favoritas. Isso mudou em 2015 — ano em que atingi o fundo do poço pela primeira vez.
Foi natural recorrer à banda que sempre me entendeu. E então, aquele verso: “Why does everyone feel like my enemy? Don’t want any part of depression or darkness. I’ve had enough, sick and tired. Bring the sun, or I’m gone.”
Me pegou. Cada repetição da música era um desabafo chorado, um alívio suado. Uma purificação.
Assim como falei sobre Mad World, o tempo passa, a gente amadurece, reinventa e ressignifica algumas coisas. Essa música segue comigo até hoje. Ela continua falando diretamente comigo, sobre essa aversão que sinto por esse mundo esquisito que tenta nos matar um pouco a cada dia.
Essa música é tudo. É bem feita, intensa, sem uma falha sequer. Você sente a dor em cada palavra, a revolta em cada grito. Mas o melhor de tudo: sente o alívio que vem junto. É sobre colocar pra fora. Respirar. E continuar.
3 – Fresno – O Resto É Nada Mais
A partir daqui, o papo muda. Vou divagar menos. Vou focar no que importa. Essas três últimas músicas são cicatrizes abertas e, ao mesmo tempo, pontos de cura. São pedaços do meu íntimo.
Conheço a Fresno desde seu auge no Brasil. Nunca fui um grande fã, mas gostava de um som aqui, outro ali. A relação verdadeira com a banda começou em 2019. O pior ano da minha vida.
Minha mente adoeceu de um jeito que meu corpo não acompanhava mais.
Chegava no trampo, ligava o PC, colocava o fone, música, e seguia. Um dia, o YouTube me recomendou a versão acústica de Diga Parte 2. Ouvi repetidamente e fui atrás de mais músicas da banda.
A que de fato me derrubou foi O Resto É Nada Mais (O Sonho de Um Visconde). Ela me bateu onde ninguém via.
Essa música me espancou emocionalmente por muito tempo. E é justamente por isso que ela ocupa esse lugar tão alto no meu pódio musical. Mais uma vez rolou a tal da ressignificação.
Não dá pra reformar sem fazer bagunça. Não dá pra reformar sem fazer sujeira. Essa música representa minha reforma. Tentar me refazer de um jeito que eu finalmente coubesse dentro de mim mesmo.
“Não quero sonhos com hora marcada pra acabar, prefiro essas histórias imperfeitas pra contar.”
2 – Architects – Gone With The Wind
Curioso como a arte tem suas maneiras de transmitir ideias e sentimentos — e também de serem absorvidas. Descobrir o real significado dessa música, a partir da dor de quem a criou, é devastador. Era uma espécie de último suspiro. Mas nossas dores, por mais diferentes que sejam, acabam conversando entre si. E pessoas quebradas, de algum jeito, desenvolvem uma forma única de ajudar outras pessoas quebradas. Talvez seja isso que a arte faz com a gente: transformar ruína em ponte.
Apenas para contextualizar, resumidamente: O autor da música estava doente e sabia que não resistiria. A letra é, na verdade, o registro de alguém que compôs já ciente do pouco tempo que lhe restava.
Conheci o Architects em 2018. Como sempre faço quando me interesso por uma banda, fui direto na discografia completa. E foi no álbum All Our Gods Have Abandoned Us que encontrei Gone With the Wind — uma música que reúne raiva, tristeza, fé (ou a falta dela) e desespero em 3 minutos e 46 segundos de pura catarse.
Não é qualquer música que consegue conversar com tanta intensidade com a dor. Essa conversou. E muito. Em 2019, num dos momentos mais pesados da minha vida (como já comentei anteriormente), ela virou praticamente um grito meu em forma de música.
Pra ser bem sincero com vocês, escrever sobre essa daqui é difícil pra mim, então peço desculpas por não aprofundar tanto.
Obrigado, Tom. Eu nunca consegui cantar essa música sem chorar, e talvez nunca consiga. Mas vou continuar tentando.
“My friend, hope is a prison.”
1 – Sleep Token – Take Me Back To Eden
Antes de começarmos, aqui vai um adendo importante para quem está lendo esse texto: é OBRIGATÓRIO tirar 8 minutos e 20 segundos da sua vida, parar tudo o que estiver fazendo e colocar esse som pra tocar. Obrigado.Conheci essa banda no final de 2022, mas não dei muita atenção naquele momento.
Ali pelo meio do ano, um colega insistiu muito pra que eu ouvisse com mais carinho, e me indicou o novo álbum, Take Me Back To Eden, que carrega também o nome da melhor música já criada nesse mundo. Repito: a melhor música.
Só o nome da música já mexeu comigo. O porquê, nem sei. Mas mexeu, e continua mexendo. Lembro de estar deitado, era um sábado de manhã. Coloquei os melhores fones que tenho, fechei os olhos e dei play. Cara… é surreal como a primeira linha da música já encheu meus olhos de lágrimas.
Conforme seguia, ainda nos primeiros versos, eu tava chorando como uma criança. Um misto de sensações. Era como transitar entre o céu e o inferno, maravilhado com a obra-prima que ia se construindo verso após verso — e completamente tomado por uma tristeza sem nome.
Nas primeiras vezes que escutei sem parar, achei que era empolgação de som novo. Mas depois de ouvir quase 300 vezes entre julho e dezembro de 2023 (sim, esse número é real), aceitei: mesmo sendo uma descoberta recente, ela subiu pro topo da minha vida num salto único. E falo com toda certeza que vai ser difícil qualquer outra tirar esse lugar.
Sobre todos os sons que escrevi até aqui foram com as respectivas músicas tocando. E é maluco pensar que, mesmo depois de quase 3.000 horas ouvindo essa, eu ainda não consigo sair ileso.
Nessa música, eu encontro um misto de sentimentos. Às vezes, soa como um despertar, uma esperança: “I will travel far beyond the path of reason. Take me back to Eden.”
Outras vezes carrega o peso daquilo que já comentei anteriormente, a revolta diante de um mundo insano, que parece já ter perdido qualquer traço de salvação, e desespero: “I have travelled far beyond the path of reason. Take me back to Eden.”
Ouçam com carinho. Assim como foi por aqui, pode ser que não te agrade de início, mas essa música tem tantas camadas, tantas nuances, que em algum momento, uma delas vai conversar com você. Confia em mim.
A música tem esse poder estranho e bonito de nos acolher nos piores dias.
Ao revisitar cada uma dessas faixas, não só revivi momentos difíceis, como percebi o quanto cresci, resisti e me reconstruí em meio ao caos.
Essas canções não foram apenas trilhas sonoras da minha vida — elas foram abrigo, espelho e consolo.
Se você se encontrou em alguma dessas histórias, saiba que essa conexão é real. É a arte cumprindo seu papel: atravessar o tempo, romper as barreiras e tocar fundo.
Obrigado por ler até aqui!

