Há exatos 20 dias, o Bring Me The Horizon realizou o maior show de sua carreira no Allianz Parque, em São Paulo, para mais de 50 mil pessoas. O festival contou com bandas de abertura de destaque na cena do metalcore, como The Plot In You, de Ohio (EUA), os canadenses do Spiritbox e Motionless in White, dos EUA. O show fez parte da turnê do álbum POST HUMAN: NeX GEn, lançado em maio, com uma estética futurista e cyberpunk, cheia de referências a jogos e efeitos tecnológicos, o que se refletiu no show, que contou com diversos tipos de efeitos especiais, pirotecnia e efeitos dignos de filme nos telões.
O The Plot in You abriu o dia com muita energia no Allianz Parque, marcando com gosto sua estreia no Brasil. A banda agitou o público com músicas como Forgotten, Left Behind, e Feel Nothing, enquanto o vocalista Landon Tewers impressionou o público com uma performance e vocais fortíssimos. Na sequência, o Spiritbox, também fazendo sua estreia no Brasil, trouxe um show caótico e eletrizante, como a gente gosta. A vocalista Courtney LaPlante combinou vocais intensos e angelicais com uma presença de palco marcante. O setlist incluiu clássicos como Holy Roller e Circle With Me, além de músicas novas como The Void, enquanto sinalizadores intensificaram o show. Por fim, o Motionless in White, que não aparecia no Brasil desde 2015, elevou ainda mais a energia com hits como Werewolf, Abigail e Another Life, esta última criando um momento emocionante com lanternas iluminando todo o estádio. O show foi encerrado com Eternally Yours, deixando o público extasiado e consolidando uma noite inesquecível.



O Bring Me The Horizon subiu ao palco do Allianz Parque com um espetáculo visual impressionante, marcado pela estética futurista de seu novo álbum, POST HUMAN: NeX GEn. A narrativa do show foi conduzida por uma narradora robô nos telões, reforçando o conceito do álbum e criando uma experiência imersiva para o público. Com uma performance intensa, Oliver Sykes sincronizou seus movimentos com os efeitos visuais nos telões, mantendo todos atentos e conectados à história do show. Além disso, por ser casado com uma brasileira e, por isso, ter se tornado nosso brasileiro favorito, Oliver se comunicou em português em diversos momentos, inclusive comentando que tem um CPF e, por isso, é brasileiro. Bring Me The Horizon é banda nacional, sim!

O setlist deu destaque ao novo álbum, mas também trouxe clássicos como Sleepwalking e Can You Feel My Heart, do Sempiternal (2013), e Happy Song, do That’s The Spirit (2015), levando o público à loucura. Sleepwalking, que voltou ao repertório após anos, foi um dos momentos mais marcantes, com fãs cantando e pulando sem parar. Outro destaque foi Shadow Moses, onde Oliver usou um sinalizador vermelho, como no clipe, enquanto a plateia fazia eco com sinalizadores e moshs.

Em Drown, a banda fez uma homenagem emocionante ao fã Pedro Miranda, fã que infelizmente faleceu em junho. Oliver dedicou a música a ele, enquanto balões brancos encheram o estádio, criando um momento de pura emoção para todos que estavam presentes.
As participações especiais também se destacaram, com MC Lan e Di Ferrero dividindo o palco em Antivist, trazendo energia extra ao show. O storytelling, misturando futurismo e nostalgia, culminou em momentos intensos como a performance de Doomed, que também emocionou o público com uma retrospectiva da trajetória da banda.

O show no Allianz Parque foi mais do que um espetáculo; foi um marco na história do Bring Me The Horizon e na memória de todos os fãs presentes. Com performances intensas, participações especiais e uma produção impecável, a banda reafirmou seu lugar como uma das maiores do cenário atual. Cada detalhe – desde a energia das bandas de abertura até os momentos emocionantes com o público – contribuiu para uma noite inesquecível. O BMTH entregou um show e criou uma experiência única, cheia de conexão, nostalgia e inovação. Um evento que ficará para sempre nos corações dos mais de 50 mil fãs que testemunharam essa celebração inesquecível da música. E você, já está com saudades também? Deixe seu comentário.
Texto: @juliamiti
Fotos: @oaleques

