Origem, influências, integrantes, música e Brasil: neste dossiê tem tudo o que você precisa saber sobre o Bring Me The Horizon, banda que se apresenta em São Paulo no fim desse mês.
Não importa se você chegou agora ou se já é um fã antigo da banda liderada por Oliver Sykes, hoje a gente veio contar tudo o que você precisa saber sobre o Bring Me The Horizon antes do show em São Paulo. Da sua origem até os dias atuais, o objetivo é entender o que trouxe a banda até o Brasil para realizar a maior apresentação da história deles.

Bring Me The Horizon: origem.
A banda surgiu em 2004, na cidade de Sheffield, Inglaterra, quando os membros tinham entre 15 e 17 anos. O nome Bring Me The Horizon tem origem no filme “Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra”, quando o Capitão Jack Sparrow grita “Now… Bring me that horizon”.
Com influência de diversos estilos musicais, como metalcore americano, hardcore punk, trash metal e death metal melódico, o grupo era formado por Oliver Sykes, Lee Malia, Matt Nichols, Matt Kean e Curtis Ward. Além disso, em uma entrevista para a revista Kerrang, em 2017, Oliver Sykes falou sobre a importância que o grupo de nu-metal Linkin Park teve para formar e amadurecer a sonoridade da banda.
“Eu devia ter mais ou menos 13 anos quando ouvi Linkin Park pela primeira vez e, para ser honesto, a música não tinha um grande papel na minha vida até aquele momento
[…]
A voz de Chester também foi uma grande inspiração. Ele era alguém que eu admirava. Ele era a referência, que eu não acho que ninguém soe como ele, ele era um canto tão icônico e único. Acho que ninguém soou como ele antes e acho que ninguém vai, nunca mais. Essa mistura de melodia, energia e agressão é algo que eu queria almejar para mim mesmo.”
Bring Me The Horizon: evolução.
Se existe uma certeza para os fãs de Bring me the Horizon, é que nenhum álbum soará como o outro e a evolução sonora é uma constante na história da banda. Desde o lançamento do primeiro EP, intitulado “This Is What the Edge of Your Seat Was Made For”, até o último lançamento “Post Human: NexGen”, muita coisa mudou.
Os primeiros trabalhos da banda, isso inclui o primeiro EP e os dois primeiros álbuns (Count Your Blessings e Suicide Season), o grupo britânico seguia em uma sonoridade totalmente voltada para o deathcore: riffs agressivos, bateria pesada e veloz, muito breakdow e o aquele vocal rasgado e gritado que caracterizou o trabalho de Oliver Sykes.
As coisas começam a mudar em 2010, quando Curtir Ward sai da banda e o guitarrista de ritmo Jonas Weinhofen assume a banda, e o álbum “There’s a hell believe me i’ve seen it. There’s a heaven let’s keep it in a secret” é lançado. A partir daí, a banda começava a abandonar as origens do deathcore e se aproximava muito mais do metalcore americano. Em 2013, com a saída de Jonas e a entrada de Jordan Fish, que o álbum Sempiternal era lançado e começava a dividir a opinião dos fãs.
Ao mesmo tempo que o álbum foi muito bem recebido pela crítica, alguns fãs mais “raízes”, torciam o nariz para as influências de Jordan no grupo. Eram nítidas a presença muito maior de elementos eletrônicos, influencias do pop e a aproximação com o post-hardcore e o rock alternativo. Mas foi com o lançamento dos dois álbuns seguintes que a banda britânica mostrou toda a sua versatilidade e capacidade de experimentar novos sons.
Em 2015, com That’s the Spirit – álbum que, inclusive, trouxe muitos novos fãs para a banda – o Bring me the Horizon largava de vez os caminhos do deathcore, metalcore e post-hardcore. Isso consolidou-se com o lançamento de AMO, marcado por muitos elementos pop, eletrônicos e uso de sintetizadores.
Todos esses caminhos percorridos pelo grupo britânico até aqui nos levaram até o projeto Post Human. Enquanto que em Survival Horror temos de volta os guturais de Oliver Sykes e a influência do metalcore, post-hardocre, em NexGen temos a junção de tudo o que a banda já experimentou até o momento: riffs pesados, elementos eletrônicos, melancolia, caótico, com referências a jogos e animes.
Felizmente, poderemos conferir tudo isso ao vivo em breve, no Allianz Park.
Oliver Sykes e o Brasil
Sem dúvidas, o relacionamento com Alissa foi responsável por aprofundar os laços de Oliver Sykes com o Brasil.
Ele passou a dividir seu tempo entre o Reino Unido e o Brasil. Em entrevistas, o vocalista do BMTH já revelou como ele passou a se sentir mais confortável e “em casa” e até mesmo se adaptou ao estilo de vida brasileiro. Desde tirar o CPF, aprender a falar português até a comprar uma casa construir um estúdio para que possa trabalhar daqui.

Quem não lembra do icônico vídeo em que Oliver fala “mandioca é a melhor comida do mundo, eu hablo mesmo”? Ou que na faixa “Mother tongue” o refrão diz “don’t say you love me fala amo.”
Não é por acaso que o Allianz, em São Paulo, foi escolhido como espaço para o primeiro show solo em estádio da banda. Ainda assim, Oliver Sykes achou que a ideia de se apresentar para 40 mil pessoas era absurda. “Eu sei que temos muitos fãs no Brasil, consigo sentir isso, mas, ao mesmo tempo, no nosso último show aqui (em 2022, no Vibra São Paulo), tocamos para 4.000l pessoas. Então, o próximo passo seria para 40 mil pessoas, quer dizer, qual a chance?”, contou ao site Splash. Tudo isso só reforça que o carinho e admiração entre os fãs e a banda é reciproca e ainda poderá render muitos frutos.

